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Mulheres de 50, lindas e bem resolvidas PDF Imprimir E-mail

Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente - Dalai Lama

 

"Meu Deus, estou ficando velha!". Na corrida contra o tempo e o envelhecimento, as mulheres que lutaram pela sua independência – e conseguiram diga-se de passagem – mudaram o perfil de quem entra na terceira idade (ou na melhor idade, como brincam). A maioria delas não lembra nem de longe as "vovós" de antigamente, com avental, cabelo grisalho e a máquina de costura. O interessante é quando deixam de bancar o avestruz e reconhecem-se em meio a uma crise e optam por reconstruir tudo, a começar pelos valores que não deram certo ou que estão fazendo mal e hábitos que precisam melhorar. Nessa hora, alguns projetos antigos podem voltar com mais força.


Cultivando rosas e sorrisos. É assim, sempre alegre, meiga e gentil que vive a artista plástica Maura David, 56 anos, que divide seu tempo com a pintura e o jardim de rosas no quintal de casa. Sete filhos, hoje todos adultos, 3 netos, marido, cachorro, 28 anos de trabalho assistencial e espiritual, alguém que entende o processo da dor com bastante tranquilidade. A crise para ela é algo natural. O engraçado é que, mesmo tendo os sinais do tempo no corpo, sente-se mais bonita que há 30 anos. Está de bem com a vida. "Não deixei a sensação de ninho vazio me pegar, dediquei-me à pintura, sempre leio bons livros, estudo e me cuido também, jamais durmo sem passar meus cremes no rosto, óleos de banho e o batom até para dormir, adoro estar perfumada".


Ela percebeu que algo diferente aconteceu por volta dos 45 anos. As ondas de calor eram muito fortes, o humor variável, a sensação de ansiedade era muito grande. Resolveu buscar ajuda na homeopatia, tomar banho de cachoeiras e adotar um conselho que sempre escutava: plantar uma flor. E realmente funcionou! Ao voltar sua atenção para a atividade com a terra, conquistou uma paz de espírito incrível, hoje, sente-se feliz em olhar para o jardim e ter vários tipos de rosa, de todos os tamanhos e cores. "Às vezes fico horas olhando para o céu, lembrando da infância, de quantas lutas já enfrentei, quantas dores, alegrias, o nascimento de cada um dos filhos, depois os netos, é como se um filme sobre a minha vida passasse num segundo pelos meus olhos".


Nova (e incrível) fase


A psicóloga Ayrtes Pulcherio Rivera pontua que nenhuma mulher ultrapassa a fronteira dos 47 anos sem se deparar com transformações. O primeiro sinal começa no corpo. Os efeitos do climatério, período que antecede a menopausa. Ao contrário da adolescência, o ritmo diminui naturalmente nessa fase. Falta disposição para as grandes aventuras. É que depois de muitas experiências profissionais e afetivas, a maturidade chega trazendo tranquilidade inclusive para enfrentar a própria "crise", que é uma grande oportunidade de autodescoberta e realização pessoal.


Como a condição de trabalho já se estabilizou ou está perto da aposentadoria, não é necessário mais viver na agitação de antes, ocupadas com criação de filhos, em ganhar dinheiro, dividindo-se em mil para dar conta do recado, vivendo sempre cansadas e estressadas. Agora, é possível aproveitar o tempo um pouco mais livre para fazer outras atividades, como aprender música, pintura, fazer outra faculdade, viajar, ler, ir ao cinema numa matinê de segunda-feira. "Essa é uma trajetória natural, homens ou mulheres passam pelo processo do envelhecimento, agora depende de nós encararmos de forma negativa, ao deixar de sonhar ou limitar a rotina".


É cada vez mais comum nessa idade as pessoas ficarem ansiosas por técnicas que retardam o aparecimento dos sinais do tempo no rosto e no corpo. Algo absolutamente normal numa sociedade que valoriza excessivamente a beleza física. Para reafirmar a masculinidade, os homens, por exemplo, conquistam mulheres mais jovens e tentam mostrar todo seu poder aquisitivo, tendo carros, roupas e até praticando esportes da moda. O movimento sinaliza para o medo de envelhecer e de parecer menos forte, de ser um objeto descartável, o que nem sempre é saudável.


Ayrtes avalia que se os valores ficarem muito rígidos em cima de coisas passageiras haverá realmente dificuldades em lidar com as perdas. É preciso perceber os ganhos obtidos com a experiência e sabedoria e que contribuem para uma vida mais tranquila e harmoniosa.

 

Crise, que crise?!

 

Brincalhona, a jornalista Cristina Piloni, 60, diz que, se houve crise, ela não percebeu (isso entre risos). Se não fosse a implacável redução do ritmo metabólico – que a fez ganhar uns quilinhos – e do próprio corpo, poderia perfeitamente passar a noite dançando. Pique e vontade ela tem de sobra para continuar curtindo a vida, mas nessa idade, reconhece que o outro dia é geralmente uma lástima, o cansaço físico é exagerado. "Aliviei o desconforto da proximidade com a menopausa com a reposição hormonal, faço uso até hoje, posso até ser vovó – e ter idade para isso – mas meu perfil não lembra em nada as mulheres de antigamente".


Para ela, a sociedade caminha para a ampliação do período de aposentadoria por causa da melhor qualidade de vida na terceira idade. A mil por hora, Cristina não parou de trabalhar, nem de exercer diversas outras atividades extras. "Se a gente fica parada só pensando que o tempo passou e olhando para o espelho até pode ser que comece a se achar inútil, sozinha, velha, mais feia, mas não tenho medo de ser eu mesma, até nisso a natureza é sábia, a gente vai envelhecendo suavemente que nem percebemos".

 

Vida longa


A expectativa de vida da mulher mudou muito a menopausa ao longo dos séculos. Elas passaram a viver 30% a mais na pós-menopausa, o que não ocorria antes. Para exemplificar, podemos citar que a expectativa de vida no Império Romano era de 25 anos, em 1900 era de 50 anos e, atualmente, nos países mais desenvolvidos, ultrapassa 80 anos. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 66 anos, mas, em determinadas faixas da população, certamente ela se aproxima da dos países de primeiro mundo. Na atualidade, a mulher que atinge a menopausa está em plena atividade social e profissional, por isso os fenômenos responsáveis pelas alterações neurovegetativas, a atrofia dos órgãos genitais, a arteriosclerose e a osteoporose não podem ser considerados naturais e merecem atenção.


Mudanças de hábito


Não existem meios de reverter ou retardar os efeitos da menopausa, que, em geral, acontece até os 52 anos. O fim da menstruação é da natureza e precisa ser visto como natural, inerente à condição da mulher. Tem a ver com a interrupção da produção dos hormônios (estrógeno) dos ovários. O ginecologista Luiz Augusto Menechino argumenta que o tratamento hormonal não evita o processo, mas pode colaborar com o fortalecimento dos ossos, evitando assim a osteoporose e diminuindo alguns efeitos do climatério, como o ressecamento vaginal e da pele de um modo geral, queda de cabelo, dores articulares e redução da libido.


A melhoria da qualidade de vida se deve principalmente à mudança nos hábitos que não podem mais ser baseados no sedentarismo. As atividades físicas são vitais para a absorção do cálcio pelo organismo, por isso não adianta tomar leite, ingerir queijo e derivados se a outra parte do processo não estiver completa. Aliado a isso, é importante não fumar, nem ingerir excessivamente bebida alcoólica nem café. Para quem já está com sintomas de enfraquecimento dos ossos, a batalha também compreende tomar sol regularmente nos horários da manhã e final da tarde durante 3 vezes por semana, cerca de uma hora por dia. "Sempre oriento as pacientes que buscam atividades extras que deem satisfação, pois, sem sinais da depressão, fica mais fácil seguir em frente".

 

Comentários  

 
+1 #6 mulheres gostosas 12-03-2014 15:09
Gostosa D+
Nossa senhora sempre to aqui vendo as atualizações e toda hora fico abismado de ver que tem tem tanta mulher safada poor ai!
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0 #5 Kate 11-03-2014 03:31
Mandou bem d+
Nossa senhora sempre vejo olhando seus posts e todo
dia fico feliz de notar que cada vez mais tem tanta mulher
deliciosa por ai!
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+1 #4 vilma silva 04-08-2013 22:53
:lol: amei essa reportagem, pois tenho 43 anos e sinto-me muito, muito jovem, preciso e quero fazer muitas coisa ainda rsrsrs
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+1 #3 maria lucia alves 05-01-2012 09:39
Gostei muito do posicionameto de Cristina Piloni. Gostaria se possivel for, que me mandasse o e-mail dela para contatos.
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+1 #2 Ana àvila 28-09-2011 01:44
Boa noite, sou a Ana gostei muito de ler sobre a Maura David
É possivel o e-mail dela?
Aguardo.
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+2 #1 jane 12-03-2011 13:14
:lol:olá! Descobri que a fruta jaca, retarda o envelhecimento, além de evitar arteriosclerose. Li muito a respeito, sei q esta fruta tem: calcio, fóforo, ferro, e vit do complexo b; b12 e b5. Aconselho pelo menos cinco gomos bem docinhos com pelo menos 2 litros de agua alternadamente, por dia.
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